bug

No Brasil hoje somos mais de 16 milhões de usuários de internet, porém o serviço que nós recebemos é dos mais “chinfrim” que se possa ter na terra.

Quando você liga para a extinta Telemar (Oi) por exemplo você já teve a curiosidade de cronometrar o tempo gasto para se fazer qualquer coisa? Eu já fiz o teste quando tentei cancelar uma linha telefônica que, após ouvir quase toda a MPB americana (e estamos no Brasil) fui transferido para uma senhora incumbida de provar por A+B e por física quântica que desligar o telefone seria uma perda irreparável, o que levou desde o atendimento daquele robô idiota, até eu convencê-la que eu suportaria a perda, exatos 46 minutos.

Quantas vezes o Velox, da extinta Telemar (Oi) permaneceu fora do ar para manutenção e você recebeu desconto na sua fatura? E como você poderia mensurar esse tempo? Ou quando o seu Sistema Operacional trava inesperadamente fazendo aquele trabalho super importante suma do seu disco rígido?

O “BUG ” se tornou perdoável e não um erro de criação que pode ser chamado de vício do produto.

Porém o surgimento do “BUG” não foi para diagnosticar incompetência.

Como é do conhecimento geral, os primeiros computadores que surgiram, eram gigantescos e possuíam, inclusivamente, válvulas! Ora, por serem grandes demais, os computadores antigos eram colocados em salas, onde os insetos encontravam o ambiente ideal para permanecerem. Como é natural, os insetos pousam em todo o tipo de lugares, nomeadamente nas referidas válvulas, quentes, acabando por morrer. Este acumular de insetos mortos nos computadores, fazia com que eles parassem de funcionar… As quebras sucessivas de funcionamento trouxeram, como devem calcular, imensos problemas… Depois de muito procurarem pela causa de tantas avarias, finalmente aerceberam que o problema estava no amontoado de insetos mortos dentro dos computadores. A partir daí, qualquer problema que um computador tinha, atribuíam a causa aos insetos (insetos em inglês significa “bug”)!

Neste mundo dos negócios a Tecnologia da Informação não tem evoluído para respeitar o cliente ficando no limbo a idéia:”Estamos prestando um grande serviço à humanidade, pequenos erros são perdoáveis”, mas lembremos que ainda existe uma relação de consumo, e certas regras devem ser cumpridas e, quando não a aplicabilidade do nosso Código de Defesa do Consumidor deve ser algo comum a fim de trazer a essa relação um equilíbrio.

 

Fonte:Wagner Cruz,O Consultor

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