É com pesar que devo anunciar aos leitores o falecimento por volta das 15 horas de hoje (6/5), motivado por Leucemia, do Ex-Deputado Federal Enéas Carneiro de 68 anos.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, decretou luto oficial por um dia. A Bandeira Nacional, hasteada em frente ao Palácio do Congresso Nacional, ficará a meio-pau. A sessão deliberativa marcada para as 14 horas de segunda-feira será aberta normalmente. Em seguida, farão uso da palavra os deputados que quiserem homenagear o deputado Enéas e a sessão será suspensa, conforme prevê o artigo 71 do Regimento Interno da Câmara. Os trabalhos retomarão a rotina na terça-feira (8).

Enéas Carneiro nasceu em 1938, em Rio Branco, no Acre. Médico cardiologista, fundou, em 1989, o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), que em 2006 fundiu-se ao Partido Liberal, transformando-se no Partido da República (PR). Logo após criar o Prona, lançou-se candidato à Presidência da República nas primeiras eleições diretas do Brasil, após o período da ditadura militar. Na campanha, defendia a construção da bomba nuclear brasileira, o aumento do efetivo militar do País e outras bandeiras nacionalistas. Enéas Carneiro apresentava-se como um político radicalmente contrário ao aborto e à união civil de pessoas do mesmo sexo.

Em 1994, novamente candidato à Presidência, Enéas foi o terceiro mais votado do País, com mais de 4,6 milhões de votos, superando políticos tradicionais como Leonel Brizola e Orestes Quércia e ficando atrás apenas de Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva. Em 1998, ele voltou a concorrer à Presidência da República e obteve o quarto lugar, com 1,4 milhão de votos.

Foi eleito deputado federal em 2002 com 1,5 milhão de votos, o maior número da história. Foi reeleito para esta legislatura com a quarta maior votação no estado de São Paulo, atingindo 386.905 votos, cerca de 1,90% dos votos válidos no estado.

Fonte:Câmara.gov.br,wagner cruz,oconsultor

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