Numa conversa informal com amigos de trabalho, começamos nem sei por que a conversar sobre sequestros e suas modalidades (como se fosse o cardápio do Mc Donalds):simples, relâmpago, por telefone, por Orkut, com violência, sem violência, seguido de morte, com tortura, sem tortura, com alimentos, sem alimentos, com conversa, sem conversa, com ameaças, sem ameaças, cortando a orelha, sem cortar a orelha, estuprando, sem estupro, e outras variantes que vâo surgindo.

Vai chegar o dia em que o sequestrador telefonará para o seu cliente (o sequestrado) e oferecerá seus serviços, fazendo com que o cliente se sinta a vontade a escolher um que encaixe em seu orçamento.

Mas, a pergunta que todos se fazem ao assistir o noticiário das 20:00H é: De quem será a culpa?

( ) Do governo ;

( ) Da sociedade;

( ) Má distribuição de renda (Da pobreza);

( ) Falta de educação;

( ) Dos 10% mais ricos;

( ) Dos 90% mais pobres.

Você escolhe. Mas, como eu dizia, a conversa rolava descontraída quando alguém soltou uma frase que me chamou a atenção. O fato é que em Natal/RN inexistem sequestros, apesar das ruas serem povoadas por carrões importados, e quase não se vêem veículos usados (só o meu), o que demonstra sinal de prosperidade.

Alguém comentava sobre Brasília que é uma cidade onde as pessoas não se conhecem, e quando não possuem um círculo reduzidíssimo de amigos e, em contrapartida Natal é totalmente diferente, as pessoas gostam de ser amigas, (saber da vida do outro=fofoca) ajudar na mudança, trazer um bolinho de boas vindas a fim de sondar sobre a sua vida e espalhar pela vizinhança. Todos sabem o que todos são, de onde vieram, qual a intenção e para onde vão.

Analisando as grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília a incidência de casos de sequestros são maiores do que nas pequenas cidades, excetuando, é claro, quando os bandidos dos grandes centros, abafados pela ação da polícia, migram para o interior dos seus estados para se capitalizarem. Isso acontece por que as pessoas não têm tempo, ou hábito, de se conhecerem e participarem da vida umas das outras, ficando enclausuradas em seus muros cada vez mais altos.

Claro que ao ler este post você estará torcendo o nariz e impaciente de saber onde eu quero chegar. A resposta é simples. Lembra daquele seu vizinho chato que todos os dias quando você sai para o trabalho , bem cedinho está limpando da sua calçada o côco do cachorro dele mesmo. Isso mesmo, aquele chato insistente que todos os dias, cinco vezes na semana, mais quatro outras vezes nos finais-de-semana, trinta dias por mês diz aquele BOM DIAAAA!! bem esfuziante e você responde a ele com um grunhido?

Pois, meu amigo, esse seu vizinho pode ser a testemunha chave para encontrarem você mais rápido se acontecer um sequestro relâmpago quando você estiver saindo ou chegando em casa do trabalho, ou se você não chegar no horário costumeiro.

A partir de hoje saúde-o com um BOMMM DIAAAAA! mais esfuziante que o dele e conte toda a sua vida, pois esse chato pode ser a diferença entre a vida e a morte para você.

Fonte:Conversa fiada

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